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NOTÍCIASSOFTEX discute inovação e formação de mão de obra em software no Congresso da SBC
Publicado em 22/7/2010 12:00:00
Por Karen Kornilovicz
Arnaldo Bacha, vice-presidente executivo da SOFTEX (www.softex.br), é um dos palestrantes do painel “Inovação na Área de Software” que será realizado nesta quinta-feira, 22, a partir das 16h30, dentro da programação do XXX Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC), o maior e o mais importante evento da Sociedade Brasileira de Computação (SBC).
O objetivo do encontro, que reúne professores, pesquisadores, estudantes e profissionais do Brasil e do exterior, é discutir os principais temas relacionados aos últimos avanços científicos, tecnológicos, educacionais e políticos na área de Computação no Brasil.
Em sua apresentação, Bacha detalhará as políticas da SOFTEX voltadas ao fortalecimento da indústria brasileira de software e serviços de TI, principalmente sob o ponto de vista da inovação. “A SOFTEX vem buscando fomentar, sensibilizar e conscientizar as empresas do setor para a importância da inovação por meio de uma série de projetos, entre os quais workshops e roadshows nacionais, pois sabemos que ela é determinante para garantir a competitividade de nossas companhias não apenas no mercado brasileiro, mas também no exterior”, destaca.
O painel será coordenado pelo prof. Humberto Torres Marques Neto, da PUC-Minas, e terá também as participações do Prof. Evaldo Vilela, pesquisador 1-A do CNPq e ex-reitor da Universidade Federal de Viçosa; e de André de Castro Pereira Nunes, chefe do Departamento de TI e Serviços da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).
FORMAÇÃO DE MÃO DE OBRA EM TI - Um dos destaques da programação do pré-evento de abertura do CSBC, realizado nos dias 18 e 19, foi o painel que debateu o atual cenário de carência de profissionais qualificados na indústria brasileira de software e serviços de TI (IBSS).
Coordenado pelo diretor de Capacitação & Inovação da SOFTEX, John Forman, ele reuniu representantes da academia e executivos da Stefanini, da TOTVS e da IBM para uma análise das competências e qualificações que a indústria julga relevante para o profissional de TI. Também foram abordados os principais fatores que dificultam a formação de uma mão de obra capaz de atender às necessidades do setor.
Na oportunidade, foram apresentados os dados do estudo “Software e Serviços de TI: A Indústria Brasileira em Perspectiva”, conduzida pelo Observatório Digital, unidade de estudos e pesquisas da entidade. O trabalho aponta para um déficit, em 2010, de 71 mil PROFSSs, ou seja, de profissionais assalariados exercendo ocupações relacionadas com software e serviços de TI. Para 2013, mantido o quadro atual, ele atingirá 140 mil PROFSSs.
“O cenário por nós projetado está, infelizmente, se confirmando e é preciso avançar no sentido de formarmos não apenas um maior número de programadores, mas também uma mão de obra mais adequada às atuais demandas das companhias nacionais”, destaca Forman. “Reverter este quadro exigirá empenho e soluções inovadoras, mas a SOFTEX já esta trabalhando neste sentido e voltará a debater o assunto em um novo seminário a ser realizado até o final deste ano” completou.
Segundo dados do Observatório SOFTEX, a IBSS cresce a taxas elevadas (9,6%) e a quantidade de pessoas ocupadas na indústria, sejam sócios ou assalariados, cresce ainda a taxas superiores: 13,1%. Em 2008, o setor contava com 459 mil PROFSSs. Uma parcela deles empregados na IBSS, mas a maioria, em torno de 75%, trabalhando fora dela, em companhias dos mais diversos setores econômicos: telecomunicações, administração pública, intermediação financeira, serviços prestados às empresas, por exemplo.
“Por isso, o profissional em TI deve possuir uma formação diversificada”, explica Virgínia Duarte, gerente do Observatório SOFTEX. “Como a IBSS possui uma parte significativa de empresas de muito pequeno porte, muitas delas constituídas apenas por sócios, às competências técnicas devem-se somar capacitações gerenciais. Adicionalmente, como resultado da reorientação da IBSS para serviços, os profissionais em TI devem possuir cada vez mais habilidades interpessoais e capacidade para ouvir e entender as necessidades do cliente no que diz respeito ao uso e à adoção de tecnologias. Como parte significativa dos PROFSSs atua fora da IBSS, as instituições de ensino superior e de nível médio devem estar atentas às vocações da sua região, formando profissionais em TI com competências em processos de negócios específicos”, ressalta.
No que se refere ao mercado de formação de mão de obra, o Observatório mostrou que há desajustes entre a oferta e a demanda. A taxa de ocupação dos cursos de nível superior tem girado em torno de 50%. O número de vagas vem crescendo a uma taxa superior à verificada para o número de candidatos, o que pode acirrar ainda mais a situação de escassez. “A boa notícia é que, como foi possível observar neste painel, as instituições de ensino estão cientes da necessidade de equacionar esta situação, bem como os elevados níveis de evasão e a necessidade de aplicação de uma nova metodologia de ensino capaz de motivar a Geração Y”, destaca John Forman.
Considerada crítica, a questão da formação de recursos humanos em software está ganhando destaque no segundo volume do estudo da SOFTEX, que tem lançamento previsto para os próximos meses. “Através do mapeamento de competências, queremos cruzar dados referentes às necessidades do setor com o perfil desejado para os seus profissionais de TI e a formação fornecida pelas instituições de ensino. Com isso, será possível compreender os gargalos no que se refere à formação dos PROFSSs de hoje e do futuro. Nesse processo, o Observatório SOFTEX precisará contar com o apoio decisivo da academia e da indústria, dando continuidade aos debates já iniciados no evento organizado pela SBC”, conclui o Arnaldo Bacha.