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PSI-SW - ATUAÇÃO

O PSI-SW incentiva a exportação de empresas de cinco modelos de negócios: outsourcing; software semi-customizado, software pacote, ASP(application service provider) e software para download. Foca suas atividades nos setores de negócios onde o software brasileiro é mais competitivo, fruto de seu pujante mercado interno: bancos e finanças, telecomunicações, saúde, gestão empresarial, governo, segurança e internet em geral. Cria centros de competências com a participação de multinacionais para as empresas brasileiras realizarem exportações indiretas.

Durante o ano de 2005 e 2006, o PSI-SW esteve aberto a receber adesão de quaisquer empresas brasileiras de software e serviços correlatos, a exceção de empresas que já integravam projetos de exportação apoiados pela APEX, ou seja os projetos PSI-PB (Paraíba), PSI-PE (Pernambuco), PSI-CE (Ceará), Projeto Brains (Brasília) e Projeto Actminds (Campinas), uma vez que, pelas normas da APEX, uma empresa não pode integrar e receber benefícios em mais de um projeto apoiado por aquela agência.

Por orientação da APEX, que deseja concentrar suas ações de exportação de software e serviços em um número mínimo de projetos, a SOFTEX manteve conversações com os gestores dos projetos mencionados no sentido de (a) promover a adesão das empresas integrantes daqueles projetos ao PSI-SW e (b) permitir que fossem incluídas ações especificas de interesse de tais empresas, de forma a que não se perdesse continuidade do que estava sendo feito.

Experiência no mercado internacional

Em 1993, no momento em que o País passava por grandes transformações em sua política industrial com a abertura de seu mercado e a conseqüente alteração da Lei de Informática, o MCT/CNPq criou o Programa SOFTEX, com o objetivo de estimular o crescimento da indústria de software no País para situá-lo entre os principais países produtores e exportadores de software. O Programa tinha como princípio estreitar as relações entre as universidades, o setor privado e o governo, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento dessa indústria em algumas regiões do País. Dessa forma, foram estabelecidos diversos pólos regionais de desenvolvimento de software, com forte impacto na formação de recursos humanos, transferência de tecnologia, disseminação do empreendedorismo, criação de incubadoras e geração de novas empresas. Em conjunto com agências e entidades financeiras, BNDES e FINEP em particular, o Programa criou linhas de investimento específicas para a indústria de software. Outra ação importante do Programa está direcionada para o aumento da competitividade da indústria de software através da introdução da qualidade e produtividade em software nas empresas.

Na área de exportação, o Programa tem contribuído significativamente para o crescimento das exportações de software. No início da década de 90 a exportação de software era de aproximadamente US$ 1 milhão e em 2000 este valor já foi superior a US$ 100 milhões.

Atualmente, estima-se que esse número já tenha superado US$ 200 milhões. O número é estimativo porque o Brasil ainda não dispõe de uma série histórica de dados sobre a comercialização de software no mercado externo.

Parte expressiva do volume de exportações das empresas brasileiras deve-se as participações em feiras e eventos internacionais. Estas participações têm para algumas empresas caráter educativo (capacitação), mostrando como funciona o mercado externo e como estas empresas devem portar-se para conseguir vender nestes mercados. Para outras empresas têm um caráter de negócios, efetivamente mostrando seus produtos e procurando clientes ou parceiros comerciais.

No entanto, atualmente existe consciência de que a ação internacional visando a geração de negócios, transcende largamente a mera participação em feiras, e que a SOFTEX deve estar apta a prover o apoio técnico necessário às empresas nacionais com potencial exportador. Feiras internacionais, assim como rodas de negócios, material de divulgação impresso, e outros, são mecanismos de gerar potenciais interessados no software brasileiro. Ao contrário de outros produtos tradicionais, o software e os serviços correlatos têm um ciclo de venda longo, que à atividade de comercializar pode durar de 6 a 36 meses, dependendo do país e da solução.

Neste sentido é importante prover assessoria para apoio à negociação, prospecção de clientes, formação de networking, gestão de marcas, financiamento e inúmeros outros aspectos fundamentais a atividade de comercializar software ou serviços de TI para a exterior.

A SOFTEX vem, no último ano, implantando paulatinamente esta visão, seja nas atividades que conduz diretamente, seja nas atividades que delega aos seus agentes regionais.