Modelo MPS de Software (MPS-SW) é plenamente compatível com o CMMI-DEV

Por Karen Kornilovicz
Em 25 d emarço de 2013

Já foram realizadas no Brasil sete avaliações MPS de Software (MPS-SW) complementares a avaliações CMMI-DEV e quatro avaliações conjuntas MPS-CMMI.

Uma avaliação MPS-SW complementar à CMMI-DEV é conduzida por um avaliador líder experiente indicado pela SOFTEX em um prazo máximo de seis meses após a data da obtenção do CMMI. Ela é realizada para o nível F, caso a unidade organizacional tenha obtido o nível 2 do CMMI; para o nível C, no caso do nível 3 do CMMI; para o nível B, para o nível 4 do CMMI; e para o nível A para o nível 5 do CMMI.

Nesse processo, válido pelo mesmo prazo do CMMI, são avaliados apenas processos e resultados diferentes entre os dois modelos. O prazo de duração é de apenas um dia para a avaliação inicial e de um dia para a avaliação final quando essa última for necessária.

A SOFTEX já publicou sete avaliações MPS complementares ao CMMI: quatro MPS-F complementares ao CMMI-2 na ZCR, de Salvador; na Phoebus de João Pessoa, na Pitang e PCG (PROCENGE), ambas de Recife; duas MPS-C complementares ao CMMI-3 na Pitang de Recife e Top Down do Rio de Janeiro; e uma avaliação MPS-A complementar ao CMMI-5 na CPM Braxis Capgemini de Salvador.

“O nível A do modelo MPS-SW, além de evidenciar ao mercado a excelência dos processos de desenvolvimento de software da CPM Braxis CapGemini, é peça fundamental para habilitação da companhia em concorrências estratégicas, principalmente no mercado governamental. A manutenção do nível A nesse modelo de maturidade nos mantém posicionados em um seleto grupo no mercado brasileiro, marco fundamental para os planos de crescimento da companhia nos próximos anos”, afirma Patrick Coelho Amorim, da CPM Braxis Capgemini, patrocinador da avaliação MPS nível A complementar ao CMMI nível 5 na organização.

Para o chief executive officer (CEO) da Pitang, Antônio Valença, “a avaliação do nível C do modelo MPS complementar ao CMMI nível 3 confirma o momento de maturidade da empresa, que vem investindo continuamente no aprimoramento dos seus processos e na qualificação dos seus colaboradores. É um motivo de satisfação para todos e nos permite sonhar com voos ainda mais altos”.

AVALIAÇÕES CONJUNTAS MPS-CMMI – Além das avaliações complementares, são realizadas avaliações conjuntas MPS-CMMI nas quais o avaliador líder MPS é um profissional experiente de uma Instituição Avaliadora (IA) autorizada pela SOFTEX. O “lead appraiser” do CMMI é membro da equipe de avaliação MPS e não pode ter nenhuma vinculação com a implementação do CMMI ou do MPS na empresa que será analisada. Toda a equipe de avaliação deve ter cursado C1/MPS-SW e o curso de Introdução ao CMMI. A avaliação inicial deve coincidir com o “readiness” CMMI e ser presencial, com duração igual ou maior ao recomendado para o nível MPS. Todos os membros da equipe devem estar presentes na avaliação conjunta inicial e final.

Nelson Franco, gerente de qualidade da SOFTEX, informa que as avaliações MPS-CMMI, complementares e conjuntas, hoje são rotineiras no programa MPS.BR – Melhoria de Processo do Software Brasileiro. “Já foram conduzidas quatro avaliações conjuntas MPS-CMMI: MPS-E conjunta com CMMI-2 na E-NOVAR e na VTI, ambas de Fortaleza; MPS-C conjunta com CMMI-3 na Synos, de Belo Horizonte, e na e-Governe, de Curitiba”, complementa.

“Em julho de 2009, foi realizada na Synos a primeira avaliação conjunta MPS-CMMI, uma avaliação MPS nível C em conjunto com uma avaliação CMMI nível 3”, destaca Nelson Serranegra, diretor-presidente da Synos, acrescentando que esse fato relevante foi publicado, tanto em www.softex.br/mpsbr como em www.sei.cmu.edu/seir, como artigo “Joint CMMI Level 3 and MPS Level C appraisal: Lessons learned and recommendations”.

Para o diretor de tecnologia da VTI, Alexandre Vieira de Sousa, o crescimento sustentável acontece com o fortalecimento do tripé processos, pessoas e tecnologia. “A VTI é a empresa de TIC que mais cresce no Norte e Nordeste do Brasil, por isso investimos nessa base de sustentação. Construímos uma forte cultura de Processos e um ambiente de trabalho vencedor. Em janeiro de 2013, a avaliação MPS nível E conjunta com CMMI nível 2 veio premiar o comprometimento dos profissionais que compõem o nosso Centro de Desenvolvimento de Sistemas (CDS)”, destaca.

Coordenado pela Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX) o programa mobilizador MPS.BR – Melhoria de Processo do Software Brasileiro (www.softex.br/mpsbr) foi lançado em 2005 e já alcançou a marca de 430 empresas avaliadas em todas as regiões do país. A iniciativa conta com investimentos das empresas e apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID/FUMIN) e SEBRAE.

Kival Weber, coordenador executivo do Programa MPS.BR, explica que 70% das avaliações MPS-SW foram realizadas em micro, pequenas e médias organizações e 30% em grandes organizações públicas e privadas. “Esta é uma evidência objetiva de que o modelo MPS é apropriado para empresas de qualquer porte, que pode ser usado por uma microempresa até esta tornar-se uma grande organização”, ressalta.

Para 2013, a meta da SOFTEX é superar as 500 avaliações MPS, tanto MPS de Software (MPS-SW) quanto MPS de Serviços (MPS-SV) e seguir com o processo de internacionalização do MPS. Para mais informações sobre o programa MPS.BR, sobre as avaliações complementares ou conjuntas, contate a equipe da SOFTEX pelo e-mail mpsbr@nac.softex.br.