NOTAS METODOLÓGICAS

IBSS e NIBSS

1. Fonte: IBGE1

1.1. Pesquisas

As pesquisas do IBGE utilizadas como base para as presentes tabelas correspondem à Pesquisa Anual de Serviços – PAS, Pesquisa Anual de Serviços – Suplemento PAS, Pesquisa de Inovação Tecnológica – PINTEC, Pesquisa Industrial Anual – PIA e Cadastro Central de Empresas – CEMPRE.

Os dados trabalhados originaram-se ou de tabelas especiais, solicitadas ao IBGE, ou do SIDRA - Sistema IBGE de Recuperação Automática (Banco de Dados para consulta online).

As tabelas especiais são assim denominadas por terem sido criadas pelo IBGE a pedido do Observatório SOFTEX. No geral, fornecem níveis de abertura dos dados não necessariamente contemplados originalmente no desenho da amostra da pesquisa IBGE. Os dados, portanto, podem estar sujeitos a limitações das estimativas.

Para algumas das informações constantes das tabelas especiais, foram fornecidos pelo IBGE os Coeficientes de Variação (CVs) das estimativas. Estes CVs fornecem o grau de precisão dos dados estimados, sendo que alguns deles possuem baixa precisão e, portanto, devem ser interpretados com cautela.

Algumas tabelas com respectivos CVs encontram-se disponíveis em Notas Metodológicas_CVs Tabelas. As demais podem ser obtidas via consulta.

Quanto ao SIDRA, as informações dizem respeito à última posição atualizada pelo IBGE. Em outras palavras, a instituição disponibiliza todas as suas pesquisas através deste sistema online de consulta, ao qual é submetido permanentemente a correções dos dados, em função de processos de críticas. Portanto, as aparentes inconsistências entre tabelas especiais, SIDRA e publicação do IBGE são explicadas pelos diferentes momentos de acesso aos dados.

As pesquisas são desenhadas, em termos estatísticos, levando-se em conta dois estratos: o estrato certo, que implica em empresas investigadas censitariamente, e o estrato amostral, que implica em empresas selecionadas aleatoriamente.

O CEMPRE não corresponde a uma pesquisa propriamente, mas sim ao cadastro de empresas do IBGE, que serve como base para a extração das amostras. É atualizado tanto pelas pesquisas da própria instituição, como pela RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego. Dispõe de algumas informações econômicas, o que permite ter um quadro de qualquer atividade anualmente.

1.1.1. Pesquisa Anual de Serviços - PAS

Classificação – Divisão 72

A PAS é responsável pelas informações referentes à divisão 72 – Atividades de Informática e Serviços Relacionados. A divisão desdobra-se em:

Divisão Grupo Classe Denominação CNAE 1.0 Denominação Observatório SOFTEX
72     ATIVIDADES DE INFORMÁTICA E SERVIÇOS RELACIONADOS IBSS (Indústria Brasileira de Software e Serviços de TI)
  72.1   CONSULTORIA EM HARDWARE  
    72.10-9 Consultoria em hardware COHW
  72.2   CONSULTORIA EM SOFTWARE  
    72.21-4 Desenvolvimento e edição de software pronto para uso PROD
    72.29-0 Desenvolvimento de software sob encomenda e outras consultorias em software ENCO
  72.3   PROCESSAMENTO DE DADOS  
    72.30-3 Processamento de dados PROC
  72.4   ATIVIDADES DE BANCO DE DADOS E DISTRIBUIÇÃO ON-LINE DE CONTEÚDO ELETRÔNICO  
    72.40-0 Atividades de banco de dados e distribuição on-line de conteúdo eletrônico BD
  72.5   MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE MÁQUINAS DE ESCRITÓRIO E DE INFORMÁTICA  
    72.50-8 Manutenção e reparação de máquinas de escritório e de informática MANU
  72.9   OUTRAS ATIVIDADES DE INFORMÁTICA, NÃO ESPECIFICADAS ANTERIORMENTE  
    72.90-7 Outras atividades de informática, não especificadas anteriormente OUTR

Âmbito

O âmbito da PAS é definido pelo universo das empresas que atendem aos seguintes requisitos:

• estar em situação ativa no Cadastro Central de Empresas – CEMPRE, do IBGE, que cobre as entidades com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ;

• ter atividade principal compreendida nos segmentos da CNAE 1.0 selecionados;

• estar sujeita ao regime jurídico das entidades empresariais, excluindo-se, portanto, Órgãos da Administração Pública Direta e Instituições Privadas sem Fins Lucrativos; e

• estar sediada no Território Nacional e, em particular, para as Unidades da Federação da Região Norte (Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá e Tocantins), são consideradas apenas aquelas que estão sediadas nos municípios das capitais, com exceção do Pará, onde são consideradas aquelas que estão sediadas nos municípios da região metropolitana.

PAS/Tabelas Especiais

Para o conjunto de empresas da IBSS, a amostra original da PAS contempla apenas a abertura COHW+PROD+ENCO+PROC+BD+OUTR conjuntamente e MANU separadamente. Quaisquer outras aberturas, além destas, representam tabelas especiais e, portanto, os dados estão sujeitos a limitações das estimativas.

PAS/SIDRA

Dados obtidos através do SIDRA serviram como referência para a elaboração de algumas tabelas, já que representavam as versões mais atualizadas. Nos casos em que as aberturas dos dados não estavam disponíveis neste Sistema (ex.: classes da CNAE), estes foram adaptados às aberturas constantes das tabelas especiais.

Diferenças entre PAS e CEMPRE - Cadastro Central de Empresas

Os dados do CEMPRE são diferentes dos dados da PAS, em função de distintos aspectos metodológicos, dentre eles: i) amostras da PAS para o ano n são selecionadas tendo como base informações do CEMPRE no ano n-1; ii) informações das empresas são checadas pela PAS, no campo, no ano n+1; e iii) casos de não-realização de coleta (saída do mercado, mudança de atividade, impossibilidade de localização etc.) recebem tratamentos amostrais distintos, podendo alterar os totais populacionais, após a expansão da amostra.

Diferenças entre a PAS e PINTEC – Pesquisa de Inovação Tecnológica

Eventuais diferenças entre número de empresas da PAS e da PINTEC, para faixas de pessoas ocupadas (PO) acima do estrato certo da PAS (20 ou mais pessoas ocupadas) são explicadas pelo fato de a PINTEC divulgar os resultados, segundo as faixas de PO originais de seleção da amostra, enquanto que, na PAS, caso ocorram mudanças de faixas, as empresas são realocadas, impactando os resultados finais. Ademais, na PINTEC, os dados agregados são estimados a partir das CNAEs de seleção das empresas, enquanto que, na PAS, os totais são obtidos, segundo a CNAE de retorno do campo, ou seja, as empresas podem mudar de atividade econômica e, conseqüentemente, a sua realocação em novas atividades também impacta os resultados finais.

Variáveis

Consumo intermediário - mercadorias, materiais de consumo e de reposição; Combustíveis e lubrificantes; Serviços prestados por terceiros; Aluguéis de imóveis, veículos, máquinas e equipamentos; Prêmios de seguros; Serviços de comunicação; Energia elétrica, gás, água e esgoto; Outros custos e despesas operacionais.

Contribuições para a previdência social - despesas de competência do ano de referência da pesquisa, independente de terem sido pagas ou não.

Custo das mercadorias revendidas - valor contábil apurado como custo das mercadorias revendidas (compras mais estoque inicial menos estoque final) e levado à demonstração do resultado do exercício. No caso da atividade de incorporação de imóveis, considera-se o custo de venda dos imóveis.

Deduções - valores deduzidos diretamente do faturamento bruto da empresa, como vendas canceladas, abatimentos e descontos incondicionais, SIMPLES, ICMS sobre vendas e outros impostos e contribuições sobre vendas e serviços (IPI, ISS, PIS, COFINS, etc.).

Despesas financeiras e variações monetárias passivas - despesas relativas a juros de empréstimos e financiamentos, bem como as variações monetárias passivas, isto é, os gastos apurados em razão de variações monetárias de atualizações de obrigações.

Despesas não operacionais - despesas não vinculadas à atividade da empresa, como prejuízo na venda de bens do ativo permanente, despesas com a constituição de provisões para perdas prováveis na realização de investimento e as demais despesas não operacionais.

Indenizações por dispensa - obrigações de empresas por ocasião da dispensa de empregados, como aviso prévio, 13º salário e férias proporcionais, 40% sobre o FGTS, multas contratuais, inclusive valores pagos aos empregados dispensados através de programas de dispensa incentivada.

Membros da família - membros da família de proprietários ou sócios que trabalham na empresa e não recebem nenhum tipo de remuneração.

Mercadorias, materiais de consumo e de reposição utilizados na atividade específica, inclusive peças, acessórios e materiais para manutenção e reparação de bens - despesas com formulários de impressão, disquetes, CDs, etc., consumidos nas atividades de informática; material de escritório bem como peças, acessórios e materiais consumidos na manutenção e reparação de bens do ativo imobilizado (prédios, veículos, eletrodomésticos, máquinas, etc.).

Outras receitas operacionais - receitas operacionais que não fazem parte do objeto social da empresa, como franquias, aluguéis de imóveis, recuperação de despesas de exercícios anteriores, recuperação de frete, etc., incluindo as subvenções e dotações orçamentárias recebidas de governos.

Outros custos e despesas operacionais - despesas e custos operacionais não informados nos demais itens, como royalties, franquias, direitos autorais, despesas com viagens e representações, incluindo diárias e estadias, assinaturas de revistas e publicações, contribuições a associações de classes, locações de filmes, fitas, locais para filmagens, horas para programa ou espetáculos, despesas de alimentação dos passageiros nas empresas aéreas, etc.

Pessoal ocupado total - corresponde ao total de pessoas ocupadas em 31/12 do ano de referência, desdobrando-se em pessoal assalariado e pessoal não assalariado. No caso de pessoal não assalariado, são computados proprietários e sócios com atividade na empresa, membros da família sem remuneração e sócios cooperados (somente para as cooperativas de trabalho).

Pessoal assalariado - pessoas efetivamente ocupadas em 31/12, independente de terem vínculo empregatício, desde que remuneradas pela empresa.

Proprietários ou sócios - proprietários ou sócios com atividade na empresa. Em atividades onde atuam as cooperativas, os cooperados são considerados nesta categoria (sócios cooperados.

Receita bruta - receita proveniente da prestação de serviços, da revenda de mercadorias, bem como outras receitas provenientes de atividades industriais, construção, etc., sem dedução dos impostos incidentes sobre estas receitas (ISS, ICMS, IPI, PIS, COFINS), dos impostos e contribuições recolhidos via SIMPLES, caso a empresa tenha optado por esta forma de tributação, assim como das vendas canceladas, abatimentos e descontos incondicionais.

Receita de prestação de serviços - receita proveniente da exploração de uma ou mais atividades da empresa.

Receita de revenda de mercadorias - receita proveniente das vendas de mercadorias adquiridas de terceiros, sem nenhum tipo de processamento.

Receitas financeiras e variações monetárias ativas - receitas auferidas no exercício relativas a juros recebidos, rendimentos de aplicações financeiras, etc., bem como as variações monetárias ativas, isto é, os lucros apurados em razão de variações monetárias decorrentes de atualizações dos direitos de crédito.

Receita líquida - receita bruta oriunda da prestação de serviços, da revenda de mercadorias e da venda de produtos de fabricação própria, deduzida de PIS/PASEP e das Vendas Canceladas, ICMS, ISS, SIMPLES, IPI, COFINS

Receita líquida proveniente de atividades no mercado externo - são consideradas as transações entre empresas sediadas no País e empresas sediadas no exterior ou clientes residentes no exterior, inclusive embaixadas.

Receitas não operacionais - lucro na alienação de bens, ou seja, resultado positivo obtido na venda de bens do ativo permanente, representado pela diferença entre o valor de venda e o valor contábil (custo histórico e depreciado), bem como receitas de reversão do saldo da provisão para perdas prováveis na realização de investimento.

Resultado negativo de participações societárias - resultado negativo de participações em controladas e coligadas, obtido pelo método de equivalência patrimonial.

Resultado positivo de participações societárias - resultado positivo de participações em controladas e coligadas, obtido pelo método de equivalência patrimonial.

Retiradas pró-labore - importâncias pagas a título de pró-labore aos sócios e proprietários. No caso de cooperativas, consideram-se as retiradas dos cooperados.

Salários e outras remunerações - importâncias pagas a título de salários fixos, honorários da diretoria, comissões sobre vendas, horas extras, participação nos lucros, ajudas de custo, 13º salário, abono financeiro de 1/3 das férias, sem dedução das parcelas correspondentes às cotas do INSS ou de consignação de interesse de empregados.

Serviços prestados por terceiros - despesas pagas ou creditadas a profissionais autônomos ou a empresas prestadoras de serviços, como serviços de informática, de auditoria, contábeis, jurídicos, de publicidade, de vigilância e limpeza, de manutenção e reparação de bens móveis e imóveis, etc.

1.1.2. Pesquisa Anual de Serviços - PAS – Suplemento

Pesquisa que tem por objetivo identificar produtos e serviços associados a atividades selecionadas. A unidade de investigação é a empresa pertencente ao estrato certo da PAS.

Variáveis

Receita líquida - receita proveniente da prestação de serviços, deduzidos os impostos incidentes sobre ela, como ISS, ICMS, IPI, PIS, COFINS, ou, caso a empresa tenha optado por outra forma de tributação, os impostos e as contribuições recolhidas via Simples. São deduzidas, também, as vendas canceladas, os abatimentos e descontos incondicionais.

Subvenção - modalidade de transferência de recursos financeiros públicos para empresas públicas com o objetivo de cobrir despesas de custeio.

Unidade informante - empresa que informou cada produto ou serviço. O número de informantes é maior ou igual ao número de empresas, uma vez que a empresa é contada para cada produto informado.

Lista de Produtos e Serviços - Informática:

aluguel de tempo de CPU para processamento de dados - serviço em que computadores de grande porte de uma empresa são usados para processar informações de outras empresas.

criação de sites e de portais para a Internet (web design) - serviços de definição de layout e de programação de páginas de Internet.

desenvolvimento, edição e licenciamento de softwares prontos para uso - serviços de concepção e criação de programas informáticos customizáveis e não-customizáveis. Os programas informáticos customizáveis ou parametrizáveis são voltados para o público em geral e cada cópia adquirida no comércio já inclui a licença ou o direito de uso. Os programas informáticos não-customizáveis são distribuídos pelas empresas que os desenvolvem ou por empresas que as representam. Para obter o direito de uso desses softwares, necessário fazer o seu licenciamento que deve ser atualizado periodicamente.

editoração em multimídias e processamento de bases georreferenciadas - a) editoração em multimídias - serviços especializados para o processamento de fotos, som, imagens, gravações em CDs e DVDs para pessoas físicas ou jurídicas; e b) processamento de bases georreferenciadas - serviços especializados de processamento de informações espacialmente referenciadas, imagens de satélites e dados vetoriais, associadas a informações alfanuméricas (dados tabulares) contidas em bancos de dados.

elaboração de projetos específicos de modelagem de bancos de dados (para redes locais ou Internet) - consultoria visando ao desenvolvimento de bancos de dados e de sistemas gerenciadores de acordo com as necessidades do cliente, compreendendo a criação de interfaces para seu gerenciamento.

elaboração de projetos lógicos de redes de informática - concepção lógica de sistemas de interligação de computadores em redes locais e globais, definindo ainda as formas de supervisão e manutenção das redes, dos protocolos de comunicação da interligação de serviços de voz, dados, imagens, etc.

entrada de dados (digitação, escaneamento, leitura ótica, interfaceamento) e digitalização (imagens, sons, manuscritos, microfilmes ou quaisquer outras informações em meio analógico) - a) entrada de dados (digitação, escaneamento, leitura ótica, interfaceamento) - serviços de digitação, leitura ótica, ou interfaceamento que antecedem o processamento de informações por computadores; e b) digitalização (imagens, sons, manuscritos, microfilmes ou quaisquer outras informações em meio analógico) - serviços especializados na conversão de qualquer tipo de informação em linguagem binária, própria dos computadores.

locação de equipamentos de informática - serviços de aluguel de equipamentos de informática (computadores, equipamentos de multimídia, impressoras, etc.) para pessoas físicas ou jurídicas.

outsourcing (alocação de mão-de-obra de informática na empresa do cliente) – serviços prestados por empresas de informática que contratam mão-de-obra especializada para alocação nas empresas-clientes visando ao desenvolvimento de tarefa(s) por um determinado período de tempo.

provedores de acesso à Internet e/ou de conteúdo - serviços que possibilitam a conexão do usuário à Internet e/ou a determinados conteúdos na Internet.

representação de empresas que desenvolvem softwares prontos para uso – serviços voltados para a obtenção do “direito de utilização ou licenciamento” de softwares prontos para uso não-customizáveis, junto às empresas responsáveis por seu desenvolvimento e editoração.

serviços de elaboração de cartões de visita, mala-direta, logotipos, etc. - serviços, em geral, oferecidos em lojas abertas ao público para pronto atendimento a partir do uso de softwares específicos para a confecção de vários produtos.

serviços de hospedagem de sites (web hosting) - serviços prestados por provedores de acesso e/ou de conteúdo ou por empresa especializada unicamente no serviço de manter a página do contratante na Internet.

serviços de manutenção e reparação de computadores e equipamentos periféricos - serviços especializados para identificação e conserto dos defeitos em computadores, impressoras, scanners e outros equipamentos informáticos.

serviços de manutenção e reparação de máquinas e equipamentos de uso comercial ou para escritório (fotocopiadoras, máquinas registradoras, fax, etc.) - serviços especializados para identificação e conserto de defeitos em fotocopiadoras, máquinas registradoras, de calcular, microfilmadoras e outras de uso comercial.

serviços de processamento de dados para terceiros - serviços de processamento de grande massa de informações, em geral, prestados a várias empresas, envolvendo os serviços correlatos para acompanhamento do processamento (impressão de relatórios, etc.).

serviços de recuperação de dados e arquivos danificados - serviços de consultoria especializados na recuperação de informações em mídias eletrônicas ou panes informáticas.

serviços de segurança da informação (certificação de equipamentos e software, criptografia de dados, detecção de invasões, implantação de sistemas de proteção contra vírus, etc.) - consultoria visando a fornecer proteção e segurança aos sistemas usados no computador.

sistemas de informação: especificação de hardwares e/ou softwares a partir das necessidades dos clientes, podendo compreender o assessoramento para compra e instalação de computadores e periféricos, inclusive dispositivos de proteção – serviços de assessoria a pessoas/empresas na compra e instalação de computadores, softwares e periféricos, inclusive na escolha dos itens relacionados à segurança dos equipamentos de informática. Inclui a escolha das melhores soluções de arquitetura, migração, implementação, armazenamento, helpdesk, virtualização, administração e segurança de sistemas de informação.

softwares sob encomenda ou específicos para o cliente - consultoria para o desenvolvimento de software a partir da identificação das necessidades do cliente. Incluem serviços de alteração de programas informáticos existentes na empresa ou de instalação de novos programas e customização; projeto, programação ou desenvolvimento, testes, implantação, preparo de documentação, suporte, manutenção e upgrade.

treinamento e cursos de informática - serviços para ensinar pessoas a usarem computador e software e para acessarem e navegarem na Internet.

venda de produtos de informática de fabricação própria (equipamentos de informática, peças, etc.) - fabricação e montagem pela indústria de microcomputadores, periféricos e acessórios.

venda de softwares de prateleira, computadores, peças e suprimentos de informática, não produzidos pela empresa - serviços oferecidos por lojas comerciais, especializadas ou não, na venda de produtos informáticos. Esses programas informáticos são vendidos (software de prateleira) para o público em geral e já incluem a licença ou direito de uso.

1.1.3. Pesquisa de Inovação Tecnológica - PINTEC

A PINTEC é uma pesquisa realizada a cada dois anos, tendo como tema a inovação tecnológica, compreendida como a introdução no mercado de um produto tecnologicamente novo ou substancialmente aprimorado, ou a introdução na empresa de um processo produtivo tecnologicamente novo ou substancialmente aprimorado.

Corresponde a uma pesquisa de freqüência, ou seja, as perguntas permitem, em geral, múltiplas respostas. Valores para totais de algumas variáveis podem, portanto, diferir da soma das parcelas, uma vez que estes totais correspondem ao número de empresas de fato, e não ao número de respondentes.

A variável denominada na PINTEC de Receita Líquida em Vendas corresponde à Receita Líquida.

Para as atividades de informática e serviços relacionados, os dados da PINTEC foram agregados, em função da impossibilidade metodológica de se fornecer estimativas desagregadas estatisticamente confiáveis. Assim, para Brasil, tem-se a agregação das classes BD + OUTR, enquanto que, para Rio de Janeiro e São Paulo, tem-se a agregação das classes em dois grupos: PROD + ENCO e COHW + PROC + BD + MANU + OUTR.

Âmbito

Os âmbitos territorial e populacional da PINTEC 2005 incluem as empresas da Divisão 72 que atenderam aos seguintes requisitos:

• estar em situação ativa no Cadastro Central de Empresas - CEMPRE, do IBGE, que cobre as entidades com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ;

• estar sediada em qualquer parte do Território Nacional; e

• ter dez ou mais pessoas ocupadas em 31 de dezembro do ano de referência do cadastro básico de seleção da pesquisa.

Variáveis

Produtos e Processos Tecnologicamente novos ou substancialmente aperfeiçoados - a PINTEC segue a recomendação do Manual de Oslo, no qual a inovação tecnológica é definida pela implementação de produtos (bens ou serviços) ou processos tecnologicamente novos ou substancialmente aprimorados. A implementação da inovação ocorre quando o produto é introduzido no mercado ou quando o processo passa a ser operado pela empresa.

Atividades Inovativas - as atividades que as empresas empreendem para inovar são de dois tipos: pesquisa e desenvolvimento - P&D (pesquisa básica, aplicada ou desenvolvimento experimental); e outras atividades não relacionadas com P&D, envolvendo a aquisição de bens, serviços e conhecimentos externos. A mensuração dos recursos alocados nestas atividades revela o esforço empreendido para a inovação e é um dos principais objetivos das pesquisas de inovação. Como os registros são efetuados em valores monetários, é possível a sua comparação entre setores e países, podendo ser confrontados com outras variáveis econômicas (faturamento, custos, valor agregado, etc.).

Fontes de financiamento - as empresas informam a estrutura de financiamento dos gastos realizados nas atividades inovativas, distinguindo as fontes utilizadas no financiamento das atividades de P&D (inclusive a aquisição externa) das demais atividades. As fontes de financiamento são desagregadas em próprias e de terceiros (privado e público).

Impacto das inovações - busca identificar os impactos associados ao produto (melhorar a qualidade ou ampliar a gama de produtos ofertados), ao mercado (manter ou ampliar a participação da empresa no mercado, abrir novos mercados), ao processo (aumentar a flexibilidade ou a capacidade produtiva, reduzir custos), aos aspectos relacionados ao meio ambiente, à saúde e à segurança, e ao enquadramento em regulamentações e normas.

Fontes de informação - as empresas podem obter inspiração e orientação para os seus projetos de inovação de uma variedade de fontes de informação. No processo de inovação tecnológica, as empresas podem desenvolver atividades que produzam novos conhecimentos (P&D) ou utilizar conhecimentos científicos e tecnológicos incorporados nas patentes, máquinas e equipamentos, artigos especializados, softwares, etc. Neste processo, as empresas utilizam informações de uma variedade de fontes e a sua habilidade para inovar, certamente, é influenciada por sua capacidade de absorver e combinar tais informações.

Relações de cooperação para inovação - a cooperação para inovação é definida como a participação ativa da empresa em projetos conjuntos de P&D e outros projetos de inovação com outra organização (empresa ou instituição), o que não implica, necessariamente, que as partes envolvidas obtenham benefícios comerciais imediatos. A simples contratação de serviços de outra organização, sem a sua colaboração ativa, não é considerada cooperação.

Apoio do governo - as informações referentes ao apoio do governo para atividades inovativas englobam financiamentos, incentivos fiscais, subvenções, participação em programas públicos voltados para o desenvolvimento tecnológico e científico, entre outras.

Problemas e obstáculos à inovação - motivos pelos quais a empresa não desenvolveu atividades inovativas ou não obteve os resultados esperados. Se a empresa não inovou no período de referência da pesquisa, ela informa que não o fez devido: i) a inovações prévias; ii) às condições do mercado, ou seja, uma deficiência de demanda (agregada e/ou setorial) ou uma estrutura de oferta (concorrencial ou capacidade instalada) que desestimulou a inovação; ou iii) a outros problemas e obstáculos, que engloba uma lista de fatores macro e microeconômicos.

Outras importantes mudanças estratégicas e organizacionais - mudanças na estratégia corporativa; técnicas avançadas de gestão; mudanças na estrutura organizacional; mudanças nos conceitos/estratégias de marketing; mudanças na estética, desenho ou outras mudanças subjetivas em pelo menos um dos produtos; e novos métodos de controle e gerenciamento, visando a atender normas de certificação.

1.1.4. Pesquisa Industrial Anual – PIA Empresa

Em 2005, o IBGE introduziu na PIA Empresa, pela primeira vez, pergunta sobre o desenvolvimento de Software por conta própria, segundo reprodução a seguir do questionário:

Âmbito

O âmbito da PIA - Empresa inclui as empresas que atendam aos seguintes requisitos:

• estar em situação ativa no Cadastro Central de Empresas - CEMPRE, do IBGE, que cobre as entidades com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ;

• ter atividade principal compreendida nas seções C e D (Indústrias Extrativas e Indústrias de Transformação, respectivamente) da Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, isto é, estar identificada no CEMPRE com código CNAE nestas duas seções;

• estar sediada em qualquer parte do Território Nacional; e

• ter cinco ou mais pessoas ocupadas em 31 de dezembro do ano de referência do cadastro básico de seleção da pesquisa.

Estrato Certo

Fazem parte do estrato certo da pesquisa e, portanto, investigadas censitariamente, as empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas em 31/12 do ano de referência. As empresas abaixo deste corte são investigadas aleatoriamente, de acordo com a amostra probabilística desenhada.

1.1.5. CEMPRE – Cadastro Central de Empresas

Os dados do CEMPRE serviram de base para a elaboração das tabelas de demografia da IBSS.

Âmbito

No Cadastro Central de Empresas - CEMPRE estão armazenados dados cadastrais e econômicos de todas as pessoas jurídicas inscritas no CNPJ, formalmente constituídas no Território Nacional, independentemente da atividade exercida ou da natureza jurídica.

A atualização do CEMPRE é feita anualmente, conjugando as informações do Cadastro de Empregadores da Relação Anual de Informações Sociais - RAIS, inscritos no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ, com aquelas obtidas a partir das pesquisas anuais nas áreas de Indústria, Comércio, Construção Civil e Serviços, realizadas pelo IBGE. As informações coletadas pelo IBGE prevalecem sobre as demais.

1.2. Empresa e Unidade Local - Definição Conceitual

Empresa

Unidade jurídica caracterizada por uma firma ou razão social, que engloba o conjunto de atividades econômicas exercidas em uma ou mais unidades locais. A empresa é unidade de decisão, que assume obrigações financeiras e está à frente das transações de mercado, exercidas em uma ou mais unidades locais, e que responde pelo capital investido nas atividades. É sobre a empresa que recai a obrigatoriedade dos registros contábeis, balanços, etc.

Unidade Local

Espaço físico, geralmente uma área contínua, no qual uma ou mais atividades econômicas são desenvolvidas, correspondendo, na maioria das vezes, a cada endereço de atuação da empresa.

1.3. Classificação1

As classificações de atividades econômicas são construídas para organizar as informações das unidades de produção, com o objetivo de produzir estatísticas dos fenômenos derivados da participação destas unidades no processo econômico. Servem para classificar as unidades de produção, de acordo com a atividade que desenvolvem, em categorias definidas como segmentos homogêneos quanto à similaridade de funções produtivas (insumos, tecnologia, processos), características dos bens e serviços, finalidade de uso, etc.

A CNAE é a classificação oficialmente adotada pelo Sistema Estatístico Nacional na produção de estatísticas sobre a atividade econômica, e pela Administração Pública, na identificação da atividade econômica em cadastros e registros de pessoa jurídica.

A seguir, descrevem-se as divisões da CNAE 1.0, da qual faz parte a Divisão 72 – Atividades de informática e serviços relacionados.

DIVISÃO CNAE 1.0

Código

Descrição

01

Agricultura, pecuária e serviços relacionados

02

Silvicultura, exploração florestal e serviços relacionados

05

Pesca, aqüicultura e serviços relacionados

10

Extração de carvão mineral

11

Extração de petróleo e serviços relacionados

13

Extração de minerais metálicos

14

Extração de minerais não-metálicos

15

Fabricação de produtos alimentícios e bebidas

16

Fabricação de produtos do fumo

17

Fabricação de produtos têxteis

18

Confecção de artigos do vestuário e acessórios

19

Preparação de couros e fabrç. de artefatos de couro, artigos de...

20

Fabricação de produtos de madeira

21

Fabricação de celulose, papel e produtos de papel

22

Edição, impressão e reprodução de gravações

23

Fabrç. de coque, refino de petróleo, elaboração de combustíveis nucleares e produção de álcool

24

Fabricação de produtos químicos

25

Fabricação de artigos de borracha e plástico

26

Fabricação de produtos de minerais não metálicos

27

Metalurgia básica

28

Fabricação de produtos de metal - exclusive máquinas e equipamentos

29

Fabricação de máquinas e equipamentos

30

Fabrç. de máquinas para escritório e equipamentos de informática

31

Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos

32

Fabrç. de material eletrônico e de aparelhos e equipamentos de comunicações

33

Fabrç. de equipamentos de instrumentação para usos médico-hospitalares, instrumentos de precisão e ópticos, equipamentos para automação industrial, cronômetros e relógios

34

Fabrç. e montagem de veículos automotores, reboques e carrocerias

35

Fabricação de outros equipamentos de transporte

36

Fabricação de móveis e indústrias diversas

37

Reciclagem

40

Eletricidade, gás e água quente

41

Captação, tratamento e distribuição de água

45

Construção

50

Com. e rep. de veículos automotores e motocicletas, com. a varejo de combustíveis

51

Com. por atacado e representantes comerciais e agentes do comercio

52

Com. varejista e reparação de objetos pessoais e domésticos

55

Alojamento e alimentação

60

Transporte terrestre

61

Transporte aquaviário

62

Transporte aéreo

63

Atividades anexas e auxiliares do transporte e agências de viagem

64

Correio e telecomunicações

65

Intermediação financeira

66

Seguros e previdência complementar

67

Atividades auxiliares da intermediação financeira, seguros e prev.complementar

70

Atividades imobiliárias

71

Aluguel de veículos, máquinas e equipamentos sem condutores ou operadores e de objetos pessoais e domésticos

72

Atividades de informática e serviços relacionados

73

Pesquisa e desenvolvimento

74

Serviços prestados principalmente as empresas

75

Administração pública, defesa e seguridade social

80

Educação

85

Saúde e serviços sociais

90

Limpeza urbana e esgoto e atividades relacionadas

91

Atividades associativas

92

Atividades recreativas, culturais e desportivas

93

Serviços pessoais

95

Serviços domésticos

99

Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais

2. Fonte: RAIS1

A RAIS é um registro administrativo de responsabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego, de caráter obrigatório, a que devem prestar informações todos os estabelecimentos existentes no território nacional, inclusive aqueles que não registraram vínculos empregatícios no exercício, contemplando todos os empregados formais celetistas, estatutários, temporários, avulsos, entre outros.

O sistema de classificação da RAIS é auto-declaratório, ou seja, cabe ao próprio informante identificar a que segmento da CNAE pertence a atividade da sua empresa, diferentemente das pesquisas do IBGE, cuja classificação é atribuída a partir de uma lista de bens e serviços informados pela empresa. Uma parcela das eventuais diferenças entre os dados da RAIS e das pesquisas econômicas do IBGE pode, portanto, ser atribuída a isto.

Variáveis

Vínculo empregatício - como vínculo empregatício entende-se a relação de emprego mantida com o empregador durante o ano-base e que se estabelece sempre que ocorrer trabalho remunerado com submissão hierárquica ao empregador e horário pré-estabelecido por este. Esta relação pode ser regida pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT ou pelo Regime Jurídico Único, no caso de empregado estatutário. Adicionalmente a RAIS levanta dados sobre vínculos de trabalhador avulso, trabalhador temporário (Lei no 6.019, de 03.01.74), menor aprendiz, diretor sem vínculo que tenha optado por recolhimento do FGTS e trabalhador com contrato de trabalho por prazo determinado (Lei no 9.601, de 21.01.98). O vínculo ativo representa a permanência do empregado junto ao empregador em 31/12 do ano de referência. Caso contrário, o vínculo é denominado encerrado.

Emprego - o número de empregos numa determinada data de referência corresponde ao total de vínculos empregatícios ativos nesta data. O número de empregos (postos de trabalho) é diferente do número de pessoas empregadas, pois um mesmo indivíduo pode estar ocupando mais de um posto de trabalho na data de referência. No entanto, para efeito do Observatório SOFTEX, emprego é igual ao número de pessoas empregadas.

Remuneração média mensal nominal - a remuneração média mensal nominal é definida como a média aritmética das remunerações médias mensais individuais nominais de todos os vínculos (soma das remunerações mensais nominais de janeiro a dezembro de todos os vínculos, dividida pela soma das freqüências no mesmo período). Não é considerada, para efeito do cálculo, a remuneração correspondente ao 13o salário. Os meses com remuneração não disponível devido a problemas na declaração (remuneração não declarada ou inválida) não são computados para efeito do cálculo dos meses efetivamente trabalhados.

Atividade econômica - atividade econômica principal do estabelecimento, de acordo com a CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas.

Famílias Ocupacionais relacionadas às atividades de software e serviços de TI

As famílias ocupacionais a seguir listadas, disponíveis na base de dados da RAIS, compõem a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), instrumento de classificação comparável internacionalmente, por seguir o padrão da Classificação Internacional Uniforme de Ocupações, da Organização Internacional do Trabalho – OIT.

1236: Diretores de serviços de informática

1236-05 - Diretor de serviços de informática - Diretor de informática, Diretor de tecnologia, Diretor de tecnologia da informação

Descrição sumária

Planejam e coordenam atividades de tecnologia de informação e de serviços de informática, definindo objetivos, metas, riscos, projetos, necessidades dos clientes e acompanhando tendências tecnológicas; dirigem e administram equipes, delegando autoridade e aperfeiçoando perfil e desempenho da equipe e fornecedores; controlam qualidade e eficiência do serviço; implementam serviços e produtos; prestam contas, reportando andamento dos projetos, riscos, resultados de rentabilidade e pesquisas de satisfação, aos acionistas, clientes, funcionários, fornecedores e sociedade; organizam recursos humanos, materiais e financeiros.

1425: Gerentes de tecnologia da informação

1425-05 - Gerente de rede - Gerente de infra-estrutura de tecnologia da informação, Gerente de teleprocessamento

1425-10 - Gerente de desenvolvimento de sistemas - Gerente de programação de sistema

1425-15 - Gerente de produção de tecnologia da informação - Gerente de operação de tecnologia da informação

1425-20 - Gerente de projetos de tecnologia da informação

1425-25 - Gerente de segurança de tecnologia da informação

1425-30 - Gerente de suporte técnico de tecnologia da informação

Descrição sumária

Gerenciam projetos e operações de serviços de tecnologia da informação; identificam oportunidades de aplicação dessa tecnologia; administram pessoas e equipes e interagem com outras áreas

2122: Engenheiros em computação

2122-05 - Engenheiro de aplicativos em computação - Engenheiro de sistemas computacionais - aplicativos, Engenheiro de softwares computacionais

2122-10 - Engenheiro de equipamentos em computação - Engenheiro de hardware computacional, Engenheiro de sistemas computacionais – equipamentos

2122-15 - Engenheiros de sistemas operacionais em computação - Engenheiro de software computacional básico, Engenheiro de suporte de sistemas operacionais em computação

Descrição sumária

Projetam soluções em tecnologia da informação, identificando problemas e oportunidades, criando protótipos, validando novas tecnologias e projetando aplicativos em linguagem de baixo, médio e alto nível. Implementam soluções em tecnologia da informação, gerenciam ambientes operacionais, elaboram documentação, fornecem suporte técnico e organizam treinamentos a usuários.

2123: Administradores de redes, sistemas e banco de dados

2123-05 - Administrador de banco de dados - Administrador de banco de dados e de sistemas computacionais

2123-10 - Administrador de redes - Administrador de rede e de sistemas computacionais, Administrador de sistema operacional de rede, Analista de suporte de rede

2123-15 - Administrador de sistemas operacionais - Administrador de sistemas computacionais, Analista de aplicativo básico (software)

Descrição sumária

Administram ambientes computacionais, definindo parâmetros de utilização de sistemas, implantando e documentando rotinas e projetos e controlando os níveis de serviço de sistemas operacionais, banco de dados e redes. Fornecem suporte técnico no uso de equipamentos e programas computacionais e no desenvolvimento de ferramentas e aplicativos de apoio para usuários, orientam na criação de banco de dados de sistemas de informações geográficas, configuram e instalam recursos e sistemas computacionais, gerenciam a segurança do ambiente computacional. Podem aplicar geotecnologia em sistemas computacionais.

2124: Analistas de sistemas computacionais

2124-05 - Analista de desenvolvimento de sistemas - Analista de comércio eletrônico (e-commerce), Analista de sistemas de informática administrativa, Analista de sistemas web (webmaster), Analista de tecnologia de informação, Consultor de tecnologia da informação

2124-10 - Analista de redes e de comunicação de dados - Analista de comunicação (teleprocessamento), Analista de rede, Analista de telecomunicação

2124-15 - Analista de sistemas de automação

2124-20 - Analista de suporte computacional - Analista de suporte de banco de dados, Analista de suporte de sistema, Analista de suporte técnico

Descrição sumária

Desenvolvem e implantam sistemas informatizados dimensionando requisitos e funcionalidade do sistema, especificando sua arquitetura, escolhendo ferramentas de desenvolvimento, especificando programas, codificando aplicativos. Administram ambiente informatizado, prestam suporte técnico ao cliente e o treinam, elaboram documentação técnica. Estabelecem padrões, coordenam projetos e oferecem soluções para ambientes informatizados e pesquisam tecnologias em informática.

3133: Técnicos em telecomunicações

3133-05 - Técnico de comunicação de dados - Técnico de teleprocessamento

3133-10 - Técnico de rede (telecomunicações)

3133-15 - Técnico de telecomunicações (telefonia) - Analisador de tráfego telefônico, Inspetor de centrais privadas de comutação telefônica, Técnico de comutação telefônica, Técnico de manipulação de tráfego telefônico, Técnico de manutenção de equipamento de comutação telefônica, Técnico de operações de telecomunicações, Técnico de telefonia

3133-20 - Técnico de transmissão (telecomunicações) - Técnico de manutenção de equipamento de transmissão

Descrição sumária

Participam na elaboração de projetos de telecomunicação; instalam, testam e realizam manutenções preventiva e corretiva de sistemas de telecomunicações. Supervisionam tecnicamente processos e serviços de telecomunicações. Reparam equipamentos e prestam assistência técnica aos clientes; ministram treinamentos, treinam equipes de trabalho e elaboram documentação técnica.

3171: Técnicos de desenvolvimento de sistemas e aplicações

3171-05 - Programador de internet

3171-10 - Programador de sistemas de informação - Programador de computador, Programador de processamento de dados, Programador de sistemas de computador, Técnico de aplicação (computação), Técnico em programação de computador

3171-15 - Programador de máquinas - ferramenta com comando numérico

3171-20 - Programador de multimídia - Programador de aplicativos educacionais e de entretenimento, Programador de CD-ROM

Descrição sumária

Desenvolvem sistemas e aplicações, determinando interface gráfica, critérios ergonômicos de navegação, montagem da estrutura de banco de dados e codificação de programas; projetam, implantam e realizam manutenção de sistemas e aplicações; selecionam recursos de trabalho, tais como metodologias de desenvolvimento de sistemas, linguagem de programação e ferramentas de desenvolvimento. Planejam etapas e ações de trabalho.

3172: Técnicos em operação e monitoração de computadores

3172-05 - Operador de computador (inclusive microcomputador) - Operador de centro de processamento de dados, Operador de processamento de dados, Operador de sistema de computador, Operador de sistemas computacionais em rede, Operador de terminal no processamento de dados

3172-10 - Técnico de apoio ao usuário de informática (helpdesk) - Monitorador de sistemas e suporte ao usuário

Descrição sumária

Operam sistemas de computadores e microcomputadores, monitorando o desempenho dos aplicativos, recursos de entrada e saída de dados, recursos de armazenamento de dados, registros de erros, consumo da unidade central de processamento (CPU), recursos de rede e disponibilidade dos aplicativos. Asseguram o funcionamento do hardware e do software; garantem a segurança das informações, por meio de cópias de segurança e armazenando-as em local prescrito, verificando acesso lógico de usuário e destruindo informações sigilosas descartadas. Atendem clientes e usuários, orientando-os na utilização de hardware e software; inspecionam o ambiente físico para segurança no trabalho.

3722: Operadores de rede de teleprocessamento e afins

3722-05 - Operador de rede de teleprocessamento - Operador de rede de transmissão de dados, Operador de sistemas de informática (teleprocessamento), Operador de teleprocessamento

3722-10 - Radiotelegrafista - Operador de radiotelégrafo

Descrição sumária

Operam e monitoram sistemas de comunicação em rede, preparam equipamentos e meios de comunicação, cuidam da segurança operacional por meio de procedimentos específicos e realizam atendimento ao usuário.

4121: Operadores de equipamentos de entrada e transmissão de dados

4121-05 - Datilógrafo - Operador de máquina de escrever

4121-10 - Digitador - Digitador de terminal, Operador de equipamentos de entrada de dados, Operador de microcomputador

4121-15 - Operador de mensagens de telecomunicações (correios) - Operador de telecomunicações de correios, Operador de telex

4121-20 - Supervisor de digitação e operação - Chefe de digitação, Coordenador de digitação, Encarregado de digitação e operação, Encarregado de serviço de digitação, Supervisor de digitação

Descrição sumária

Organizam a rotina de serviços e realizam entrada e transmissão de dados, operando teleimpressoras e microcomputadores; registram e transcrevem informações, operando máquinas de escrever; atendem necessidades do cliente interno e externo. Supervisionam trabalho e equipe e negociam serviço com cliente.

Perfis de Competência em software e serviços de informática

Representam agregações das famílias ocupacionais definidas pela equipe do Observatório SOFTEX, em que:

SW1 = Ocupações relacionadas à indústria de software e/ou serviços de TI de maior valor agregado;
SW2 = Ocupações relacionadas aos serviços de TI
SW3 = Ocupações indiretamente relacionadas à indústria de Software e serviços de TI.

SW1
FAMILIA 1236 - Diretores de serviços de informática
FAMILIA 1425 - Gerentes de tecnologia da informação
FAMILIA 2122 - Engenheiros em computação
FAMILIA 2124 - Analistas de sistemas computacionais
FAMILIA 3171 - Técnicos de desenvolvimento de sistemas e aplicações

SW2
FAMILIA 2123 - Administradores de redes, sistemas e banco de dados
FAMILIA 3172 - Técnicos em operação e monitoração de computadores
FAMILIA 3722 - Operadores de rede de teleprocessamento e afins
FAMILIA 4121 - Operadores de equipamentos de entrada e transmissão de dados

SW3
FAMILIA 3133 - Técnicos em telecomunicações

Valor de Referência – VRprofss

O valor de referência é definido como a contribuição monetária hipotética dos PROFSSs para o total da geração de riqueza da IBSS e/ou da NIBSS. É calculado para o total, por famílias ocupacionais e por perfis de competência.

O Observatório SOFTEX adota os seguintes conceitos:

PROFSS - Profissionais formais com vínculo ativo em 31/12 pertencentes a famílias ocupacionais relacionadas às atividades de software e serviços de TI.

VRProfssTotal – conforme descrito acima, representa o total do valor de referência para o conjunto das famílias ocupacionais.

VRProfssMédio – representa o valor de referência médio por PROFSS, independente da família ocupacional.

VRProfssTotal por ocupação – representa o valor de referência por família ocupacional.

VRProfssMédio por ocupação – representa o valor de referência médio por PROFSS de cada família ocupacional.

IBSS - Demografia

As tabelas deste tema referem-se às empresas constantes do CEMPRE 2005 e classificadas nas classes da Divisão 72 da CNAE 1.0 – Atividades de Informática e Serviços Relacionados, limitando-se apenas às Entidades Empresariais (empresas) atuantes em todo o território nacional. Assim, foram excluídos os órgãos da Administração Pública e as Entidades sem Fins Lucrativos, mesmo quando classificadas na Divisão 72.

Considera-se que há o nascimento de uma empresa, quando um CNPJ que não existia no ano n-1 passa a existir no ano n. E a morte da empresa ocorre quando um CNPJ existente em n-1 deixa de existir no ano n. Desta maneira, as taxas de entrada e saída de uma empresa ou unidade local do mercado são obtidas através do cálculo entre o total de criações ou extinções em um ano, dividido pela população de empresas do ano anterior.

O retorno em operação de empresas paralisadas e o não-atendimento da exigência legal de registrar o encerramento das atividades representam dificuldades na mensuração do estoque e do processo de criação e extinção de empresas.

A real entrada de uma empresa no mercado não deve ser confundida com a continuação ou reorganização de uma unidade, de parte de uma unidade ou de várias unidades já incluídas na população total de empresas. Do mesmo modo, a saída de uma empresa do mercado não deve ser confundida com a continuidade da sua existência, ainda que com características e/ou estruturas diferentes.

IBSS - Indicadores de Desempenho

Empregou-se a metodologia utilizada pelo Japan Productivity Center, adotada desde 1999 na pesquisa “Produtividade Sistêmica no Setor de Software Brasileiro” em parceria com o IBQP/PR. O Desempenho é entendido, de forma mais abrangente, como a união da eficiência com a eficácia na realização das atividades nas empresas que compõem a IBSS.

Capacitação e Competências

A capacitação para o setor de Software e Serviços de TI tem como foco um conjunto de indicadores que permite traçar um panorama geral da situação do país. Os indicadores estão agrupados considerando dois níveis principais: graduação e pós-graduação. Para cada nível, um mapa de capacitação específico foi traçado, possibilitando valorar os indicadores face às necessidades específicas do setor. Adicionalmente, visando identificar competência nacional para gerar soluções complexas, a análise identifica grupos de pesquisa existentes.

As atividades de coleta e organização dos dados foram conduzidas com base em metodologia do Observatório SOFTEX. Assumem-se referenciais conceituais e técnicos definidos pelo INEP (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais), pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Essa adoção permite uma homogeneidade maior na organização dos dados.

1. Fonte: INEP/Ministério da Educação

Para a Graduação, foi considerado o período de 2003 a 2005, tendo como referência o Censo da Educação Superior do INEP, que fornece um conjunto de bases de dados agrupadas sob o título de Microdados do Censo da Educação Superior. Tais bases recebem a seguinte classificação:

Graduação Presencial;
• Graduação à Distância;
• Cursos Seqüenciais de Formação Específica Presenciais;
• Cursos Seqüenciais de Formação Específica à Distância;
• Cursos Seqüenciais de Complementação de Estudos Presenciais, e;
• Cursos Seqüenciais de Complementação de Estudos à Distância.

Para o Observatório SOFTEX, foram utilizadas as bases da Graduação Presencial e dos Cursos Seqüenciais de Formação Específica Presenciais. O uso destas bases justifica-se pela melhor adequação às necessidades do setor.

A organização dos cursos do sistema brasileiro de ensino está estruturada segundo áreas temáticas definidas pelo INEP, a partir da Classificação Internacional Padronizada da Educação (ISCED - International Standard Classification of Education), trabalho realizado pela EUROSTAT em parceria com a UNESCO e a OCDE. Vale ressaltar que a realidade do Sistema Educacional Brasileiro apresenta peculiaridades não contempladas no sistema ISCED, assim como o ISCED apresenta características sem aplicabilidade ao Sistema Educacional Brasileiro. Desta ordem, algumas adequações foram realizadas, visando à melhor utilização dessa estrutura para o contexto brasileiro.

Em seu escopo, o ISCED foi constituído para classificar programas educacionais por área e por nível. Seu planejamento teve vistas a criação de um instrumento adequado à montagem, compilação e apresentação de estatísticas da educação, tanto internamente nos países, como em âmbito internacional.

O sistema brasileiro opta por uma lógica de classificação direcionada ao conteúdo temático dos cursos. Os seguintes critérios são aplicados, em ordem de prioridade:

• conteúdo teórico;
• objetivo do aprendizado;
• objetos de interesse;
• métodos e técnicas;
• instrumentos e equipamentos.

Os cursos são construídos com base nestes critérios e são agregados observando-se a seguinte organização:

			Áreas Gerais;
				Áreas Específicas;
			
			Áreas Detalhadas;
				Áreas de Cursos Superiores.
			

Considerando esta hierarquia, os dados foram coletados eletronicamente, buscando-se a identificação de:

• Instituições de Ensino Superior (IES) que oferecem cursos de Graduação para o setor;
• Áreas gerais, específicas, detalhadas e de cursos de Graduação dessas Instituições de Ensino Superior (IES);
• Região Geográfica e Unidade de Federação (UF) dessas IES.
• Egressos por áreas gerais, específicas, detalhadas e de cursos de Graduação dessas IES.

As informações foram selecionadas, tendo-se em conta a relevância dos cursos para o setor de software e serviços de TI. Além da classificação do INEP, o Observatório trabalhou com uma classificação adicional, própria, visando a agregar as informações nas seguintes categorias:

1) Produção e Desenvolvimento – inclui as áreas de cursos superiores que atendem, de forma mais específica, às necessidades de concepção e implementação de soluções baseadas em software.

2) Comercialização, Administração e Gestão – caracteriza as capacitações mais voltadas às necessidades de concepção e execução de modelos de negócios específicos ao setor.

3) Complementares e de Apoio – inclui as áreas de cursos superiores cujas capacitações complementam as anteriores, não compondo o core business do setor.

A seguir, listam-se as áreas de cursos de nível superior selecionadas:

Xxxxxxxxxxxxxxx

Variáveis

Curso - áreas de cursos superiores ou áreas de conhecimento. Para cada Instituição de Ensino Superior - IES e para cada especificação 2º nível, são oferecidos vários cursos. São os cursos que são contabilizados

Turma - um curso pode ser fornecido várias vezes em um mesmo ano ou semestre, em várias turmas. Turma, no entanto, não é um conceito utilizado pelo INEP. A contabilidade é toda feita por Cursos oferecidos ao ano. Se, durante um ano, numa mesma instituição, um curso foi oferecido duas vezes (primeiro e segundo semestre), ele é considerado apenas uma vez, com vagas e ingressantes sendo somados.

IES – refere-se ao conceito de estabelecimento. Isso significa que para uma instituição com vários campi, cada campus é contabilizado separadamente como uma IES, independentemente de pertencer à mesma instituição. O conceito, portanto, permite a regionalização das informações, sem que os resultados se refiram apenas à sede/matriz.

Candidato - o INEP trabalha com o conceito de candidato como sinônimo de inscrição. Uma mesma pessoa pode, portanto, se candidatar/inscrever em várias IES.

Egresso – conceito similar ao de concluinte, ou seja, indivíduos que concluíram os cursos respectivos.

2. Fonte: CAPES/Ministério da Educação

Para a Pós-Graduação foram usados dados de 1996 a 2006, fornecidos pelo Sistema Nacional de Pós-Graduação – SNPG, da CAPES. A estrutura utilizada pelo SNPG para as atividades de coleta, organização e tabulação dos dados, embora similar a da Graduação, é específica:

			Grandes Áreas;
				Áreas;
				
			Programas;
				Cursos de Pós-Graduação.
			

Com base nesta estrutura, os dados foram coletados eletronicamente buscando a identificação de:

• IES que oferecem cursos de Pós-Graduação para o setor;
• Grandes Áreas, Áreas, Programas e Cursos de Pós-Graduação dessas IES;
• Região Geográfica e Unidade de Federação (UF) dessas IES.
• Egressos por grandes Áreas, áreas, programas e cursos de Pós-graduação dessas IES.

Foram considerados cursos que obtiveram nota igual ou superior a "3" na avaliação da CAPES e que, portanto, atendem ao requisito básico estabelecido pela legislação vigente para serem reconhecidos pelo Ministério da Educação, por meio do Conselho Nacional de Educação (CNE) e, em decorrência, expedirem diplomas de mestrado e/ou doutorado com validade nacional.

A exemplo da Graduação, faz-se necessário antes identificar os cursos que compõem as divisões de Pós-Graduação alinhados às necessidades do setor de software e serviços. Os cursos considerados seguem orientações do Ministério da Educação e, mais particularmente, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Ambos determinam que a capacitação ocorra por meio de programas de Pós-Graduação (um programa pode ser responsável por mais de um curso, mas a área de conhecimento é definida pelo programa), envolvendo Mestrados Stricto Sensu (M), Mestrados Profissionalizantes (F) e Doutorados (D).

A seguir são listados os programas de pós-graduação selecionados:

Xxxxxxxxxxxx

3. Fonte: CNPq/Ministério de Ciência e Tecnologia

A identificação de linhas e grupos de pesquisas, na maioria dos casos associados aos programas de Pós-Graduação nas IES, permite complementar a análise da capacidade nacional em produzir soluções complexas e inovadoras para o setor de Software e Serviços.

Para os Grupos de Pesquisa, analisaram-se os censos datados de 2000, 2002, 2004 e 2006 disponibilizados pelo CNPq. Os grupos atuam em uma ou mais linhas de pesquisa, consideradas grandes áreas temáticas para investigações técnicas e científicas. Pode-se considerar uma hierarquia:

			Linhas de Pesquisa;
				Grupos de Pesquisa;

Os dados foram coletados eletronicamente, com o objetivo de identificar:

• Localização dos grupos e linhas de pesquisas para o setor.
• Áreas dos grupos e linhas de pesquisas para o setor.
• Período de atividade dos grupos e linhas de pesquisas para o setor.

Áreas Específicas de Aplicação - Agronegócios

O tema Agronegócios baseou-se em duas fontes de dados: a RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego, e a Pesquisa Industrial Anual – Empresa, do IBGE.

Os dados da RAIS foram trabalhados buscando-se identificar as atividades de agropecuária, delimitadas pelas seguintes divisões da CNAE 1.0:

• Agricultura, pecuária e serviços relacionados (Divisão 01)
• Silvicultura, exploração florestal e serviços relacionados (Divisão 02)
• Pesca, aqüicultura e serviços relacionados (Divisão 05)

A delimitação da agroindústria, por sua vez, partiu de trabalho do IBGE1, que ocasionalmente reestrutura as informações das pesquisas econômicas anuais para realizar análises de diferentes agregados econômicos com base na CNAE. No caso da PIA 2001, isso foi feito para o segmento da agroindústria.

Dois eram os possíveis conceitos de agroindústria com que se poderia trabalhar, segundo os técnicos da instituição: agroindústria restrita, considerando apenas as indústrias que transformam pela primeira vez os produtos oriundos da agropecuária e aquelas que destinam sua produção diretamente para a agropecuária; ou agroindústria ampla, segundo o qual uma segunda transformação seria levada em consideração (ex.: couro em calçado de couro, madeira desdobrada em casa pré-fabricada, etc.).

Aqui, optou-se pelo conceito de agroindústria restrita, que resultou nos seguintes agregados: Alimentares; Fumo; Beneficiamento de fibras têxteis; Curtimento de couro; Desdobramento de madeira; Celulose; Produção de álcool; Química; e Máquinas.

Estes agregados, propositalmente denominados de forma diferenciada em relação à terminologia da CNAE, originaram-se dos grupos descritos a seguir, para a agroindústria restrita, adicionando-se aos mesmos as classes 2412 (fabricação de intermediários para fertilizantes), 2413 (fabricação de fertilizantes fosfatados, nitrogenados e potássicos), 2453 (fabricação de medicamentos para uso veterinário), 2964 (fabricação de máquinas e equipamentos para indústrias do vestuário e de couro e calçados) e 2965 (fabricação de máquinas e equipamentos para indústrias de celulose, papel, papelão e artefatos)

Grupos CNAE:

Áreas Específicas de Aplicação – Administração Pública

Ao se trabalhar com informações da Divisão 75 - Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, o objetivo em questão é verificar o grau de informatização do governo.

A Divisão 75 da CNAE 1.0 é composta pelos seguintes grupos e classes:

75 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, DEFESA E SEGURIDADE SOCIAL

			75.1 Administração do Estado e da Política Econômica Social
				751.1 Administração pública em geral
					7512 Regulação das atividades sociais e culturais
					7513 Regulação das atividades econômicas
					7514 Atividades de apoio à administração pública

			75.2 Serviços coletivos prestados pela administração pública
7521 Relações exteriores 7522 Defesa 7523 Justiça 7524 Segurança e ordem pública 7525 Defesa civil

			75.3 Seguridade social
7530 Seguridade social

No entanto, dependendo da natureza jurídica da instituição pública, ela pode ou não fazer parte da Divisão 75. No caso específico desta divisão, são incluídas as seguintes naturezas jurídicas:

101-5 Órgão público do Poder Executivo Federal
102-3 Órgão público do Poder Executivo Estadual ou do Distrito Federal
103-1 Órgão público do Poder Executivo Municipal
104-0 Órgão público do Poder Legislativo Federal
105-8 Órgão público do Poder Legislativo Estadual ou do Distrito Federal
106-6 Órgão público do Poder Legislativo Municipal
107-4 Órgão público do Poder Judiciário Federal
108-2 Órgão público do Poder Judiciário Estadual
110-4 Autarquia Federal
111-2 Autarquia Estadual ou do Distrito Federal
112-0 Autarquia Municipal
113-9 Fundação Federal
114-7 Fundação Estadual ou do Distrito Federal
115-5 Fundação Municipal
116-3 Órgão Público Autônomo da União
117-1 Órgão Público Autônomo do Estado ou do Distrito Federal
118-0 Órgão Público Autônomo Municipal

Por sua vez, na divisão 72 (IBSS) encontram-se instituições públicas com as seguintes naturezas jurídicas:

201-1 Empresa pública
203-8 Sociedade de economia mista
204-6 Sociedade anônima aberta
205-4 Sociedade anônima fechada