Rio Info 2015

O Rio Info 2015 foi marcado pela crítica das principais lideranças das entidades da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) do país às medidas anunciadas para reverter a crise econômica. O coordenador geral do evento e presidente do TI Rio (Sindicato das Empresas e Informática do Estado do Rio de Janeiro), Benito Paret, disse que o retrocesso provocado pelo aumento da carga tributária, principalmente para o setor de TI, como a perda da conquista de isenção fiscal na folha de pagamento, é uma ameaça para o desenvolvimento do setor.

Márcio Girão, presidente da Federação Nacional das Empresas de Informática (Fenainfo), afirmou durante o encontro das principais entidades de TIC (Abes, Brasscom, Assespro, Softex e Fenainfo) que o país precisa ter uma postura resiliente e não fragilizada frente às crises. “Não temos uma indústria de software competitiva. As empresas multinacionais são bem vindas, mas precisamos mudar nosso perfil. Temos que deixar de ser consumidores para nos tornarmos desenvolvedores competitivos.”

No campo dos negócios o evento alcançou a expectativa na casa dos R$ 16,5 milhões para o período de 12 meses. Na Rodada de Negócios participaram 102 empresas, 83 brasileiras e 19 estrangeiras. Diversas parcerias foram estabelecidas, como as cinco firmadas pela capixaba Master Doc com cinco empresas e expectativa de negócios na casa de R$ 1 milhão; ou as da canadense Start IDP, com R$ 2 milhões.

“O Rio Info para mim é como uma máquina de fazer negócios. Tem todas as oportunidades aqui. Se você estiver com um objetivo, sabendo o que quer, vai sair com uma solução, ou pelo menos uma ponte para ela”, afirma o empresário Fábio Oliveira, da empresa MasterDoc. Claudio Just, co-founder da Start- IDP, explica: “Vamos investir em três startups que estavam mais preparadas, dentre as 55 que vimos durante o evento, para receber um investimento e, quem sabe, serem internacionalizadas. Mas, além das três, outras empresas também poderão fazer parte de uma preparação para serem apresentadas aos nossos investidores”.

Também atraíram participantes discussões como as que envolveram as comunidades inteligentes, mediação extra judicial, ecossistema tributário, marco civil, formação acadêmica, aplicação da TI
na indústria criativa, como na música, robótica, esportes, publicidade, e-commerce, as experiências de internacionalização, o governo eletrônico.

Outro marco desta edição foi a assinatura de contrato para que as primeiras empresas brasileiras tivessem acesso a domínios com nomes próprios. Natura, Vivo, Bradesco, Rede Globo, Ipiranga, Uol são as primeiras empresas privadas brasileiras a obterem domínios com o nomes de suas marcas como “.natura”, “.vivo” etc, em substituição ao “.com.br” ou o .org”, por exemplo. Mesmo direito obtido pela Prefeitura do Rio. A assinatura do contrato de concessão dos domínios foi feita com a Divisão de Domínios Globais da Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN).

O incremento das atividades de internacionalização teve como símbolo assinatura do contrato de adesão da Softex de Recife (PE), a Start IDP, de Vancouver no Canadá e a Integra, de Montevideo, no Uruguai, à Aceleradora do Atlântico. Elas se juntam à Riosoft (RJ), ITS (SP), Softsul (RS), Innovaria (Portugal), Prince George (EUA) e Polo IT (Argentina).

RIOSOFT - Sociedade Núcleo de Apoio a Produção e Exportação de Software do Rio de Janeiro

RIOSOFT

A RIOSOFT, OSCIP fundada a partir do Programa SOFTEX 2000, com a combinação de ideais da classe empresarial atuante em Tecnologia da Informação e a vontade política da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, contando também com o apoio do SEBRAE-RJ, da ASSESPRO-RJ e do SEPRORJ. O Agente participa ativamente da articulação institucional desenvolvida pelas diversas organizações de governo e iniciativa privada no intuito de fortalecer o segmento de software no Rio de Janeiro.
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